Eu já fui uma moça bem-comportada. Mas, felizmente, me curei desse mal.
Pudera, não tenho vocação para alegria tímida, para paixão sem orgasmos múltiplos ou para o amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.
Não estou aqui para que gostem de mim.
Estou aqui para aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E para seduzir somente o que me acrescenta. Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória, inconstante e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Sou imensamente triste, ou incontrolavelmente feliz.
Nada de alegrias médias.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem vida pra gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades.
Não tenho medo de altura, e não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.
2 adubaram:
Meu deus! Você sou eu! Será que pode?
Lindo!!!!! Arrasou!!!!!!
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